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Monthly Archives: outubro 2008

Pois é, tô aqui escrevendo de novo, mas com um motivo bem mais zen budista e otimista. A Papoula Rubra mandou eu ler um site aqui do Osho e eu caí exatamente aonde deveria cair, num texto sobre as emoções. Não sei que tipo de ser humana eu sou, mas creio que seja da espécie mais humana possível. Digo isso porque é natural do ser aprender um monte de coisa na teoria e depois não pôr nada em prática. Foi extamente o que eu fiz isso o dia inteiro de ontem. Ainda bem que o dia acabou e eu também me toquei.

O texto do Osho falava da nossa capacidade de inventar problemas pra alimentar o nosso ego intempestivo. Nossa, foi uma revelaçãozinha agora – mas que no fundo todo ser humano sabe, mas não racionaliza direito – e simplesmente se boicota achando que por estar tudo paradinho demais a vida não está acontecendo. O fato de haver serenidade nos fatos não quer dizer que esteja tudo errado. É justamente o contrário, tá tudo tão certo, alinhado, bunitinho-cherôso-da-mamãe, que dá medo. É o Satori pegando aí! É aonde eu tenho que parar e entregar nas mãos de Deus porque minha racionalidade aí não cabe. E por não caber a minha racionalização aí, não quer dizer que não somos humanos. Isso é exatamente viver a nossa condição humana, né amigo Nietzsche!?

Bom, vou deitar mais amena e creio que hoje consigo dormir com os Bohadsattvas me velando… Amanhã certamente é outro dia e embora eu não esteja mais magra ou mais rica, meu coração estará mais aberto e mais feliz.

Pois é, acontece. Mas com essa freqüência é uma coisa insana, quase que um fenômeno. Sei que idelizo muito as coisas, as pessoas, as situações; mas também sei ir de pé com a realidade e vivê-la plenamente. Como eu tava dizendo pra Papoula Rubra, eu adoro ser racional, mas não sei até onde isso pode me levar. Se é que ela me leva a algum lugar, pois o que tenho percebido ultimamente é que ela não tem me levado a lugar nenhum, simplesmente tenho ficado parada. Acabei de começar a me sentir rejeitada. Sei que no fundo é culpa dos resquiços do meu complexo de inferioridade que piscam o olho pro meu ego toda vez que me deparo com “ele”. Não necessariamente o “ele” da vez, pois até pra poder admitir que o “ele” é “ele” ainda hoje, eu me rasgo por dentro e começo a velha batalha do meu ego com o ista. A quem dar ouvidos, afinal?! Não sei, melhor ficar cega de um ouvido e começar a  enxergar com a pele.

Minha vida sexual era tão boazinha antes de eu entender o poder de ser racional, eu vivi amores de verdade, como em filmes, as paixões eram mais duradouras e eu podia escutar alguns eu-te-amo. Hoje isso não acontece. Fico tão focada no meu futuro que às vezes esqueço que sou mulher e que o futuro que todos falavam eu já estou vivendo. Esqueço que não sou necessariamente uma máquina de absorver conhecimento e buscar reconhecimento, mas uma mulher como qualquer outra desejando imensamente ser amada numa tarde quente ou chuvosa de domingo. Desejando sentir um hálito rouco de um cara ainda sem nome, que dorme ao meu lado, na minha cama e que simplesmente só de olhar pra ele eu me sinto feliz.

Espera, que vou ali chorar meia hora.

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