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Monthly Archives: junho 2009

mourning

Sim, eu estou precisando de carinho, de atenção e de companhia. Estou me sentindo sozinha sim e não sei bem o que fazer pra reverter isso. Estou exausta emocionalmente, a TPM, que já não é muito agradável, chegou numa hora mais inconveniente ainda. O que fazer? Gastei uma hora em uma ligação internacional pra tentar amenizar a pressão. Tento cair de cabeça no trabalho. A concentração? Bom, essa bem que eu queria ter! Ao mesmo tempo que me dá vontade de sair, penso que de alguma forma não vou me divertir. Ainda não fiz sexo, ainda não senti o calor. Estou sim com muita vontade. Mas será que vale a pena? Será? (e mais vários serás virão).

Não sei de nada. Só quero mesmo na verdade é ficar deitada na minha cama por algumas horas. Percebi que nesses últimos dias de velório-enterro-choro-e-vela eu me encontrei apática, não caí em prantos, não fiquei amuada. Claro, fiquei bastante sentida; mas levando em consideração que este episódio é o terceiro que vivi desde que cheguei do Planalto Central, é como se eu tivesse criado uma espécie de resistência.

Hoje, um dia teoricamente normal, é que estou sentido o vazio da morte. Apesar de ter uma visão bastante otimista da morte, sou incapaz de não considerá-la, principalmente quando esse alguém que morre estava ali do seu lado, vivendo na mesma casa, todas as horas do dia. Me dói ao lembrar da mão passando pelos meus cabelos quando estava em frente ao computador, ou quando eu me sentia meio invadida por ela. Essas pequenas coisas doem de lembrar. Mas me fazer perceber também, o imenso e maravilhoso tamanho do merecimento que tive. Pois dois meses antes da transmutação, pude ter o previlégio da convivência e da intimidade de uma pessoa tão íntegra e amorosa como foi minha tia.

Que os Bodsattvas mais do que nunca te velem. Olhe por mim. Em breve a gente se encontra.

there

He say: come wander with me, love.

Come wander with me.

Away from to sad world.

Come wander with me…

 

 

É. De fato eu pensei que não fosse muito sério. Assim que eu me dei conta, consegui chegar à conclusão desejada. No fundo era isso mesmo que eu queria: ficar com ele. Mas confesso que não tem preço ouvir as coisas lindas que ele me diz; à sua maneira, claro, de uma forma tão louca que mexe comigo profundamente. Eu sou importante pra ele. E ele importante demais pra que eu negligencie a sua existência. Mesmo ele estando longe.

Fico aqui ainda pensando se é mesmo a melhor escolha. Mas certeza eu nunca terei. Mesmo depois que eu já estiver lá com ele e tudo mais, simplesmente os conflitos surgirão, é normal. E eu tenho que estar preparada pra isso desde agora.

É claro que o medo existe mas não me deixo dominar por ele nenhum minuto. O que me faz hesitar diante de decisões como essa não é necessariamente o medo. É simplesmente ter que abrir mão de uma opção, ter que fazer alguma escolha. Peco somente pelo ato em si, mas uma vez tomada a decisão, dificilmente eu volto atrás.

É, e lá vou eu… estou apaixonada e feliz.

pretoebrancoEstou imensamente feliz.

Todas as coisas que andam acontecendo comigo me lembram o tempo todo do poder imenso da impermanência. Do quanto ela pode ser bela e também cruel. Na verdade, quando se percebe que esta faz parte do todo, e principamente, se aceita essa condição como uma vivência, começamos a ver que nada é em vão, que todos os momentos, os felizes, os hostis, os tediosos, os eufóricos… todos estes são importantes, todos eles fazem parte do que chamamos de vida.

Ontem, foi engraçado. Lembrei de uma situação vivida a algum tempo atrás, lá em Brasília. Lá eu passei por momentos muito difíceis e de extrema necessidade. Não falo somente em questões materiais, mas principalmente de carência afetiva, de vontade de estar com alguém, de simplesmente companhia. Assim aprendi a viver sozinha e apreciar mais a minha companhia. Mas esse momento do qual falo, especificamente, foi um momento literal de vacuidade. Pois depois dele, nunca mais fui a mesma pessoa.

Havia quebrado o pé no carnaval na fazenda que havia ido. E tinha que fazer uma mega mudança de casa. Do quarto que alugava para a república. E assim mesmo, com o pé quebrado, fiz a tal mudança. Claramente, meus amigos me ajudaram e isso foi de extremíssima importância.

Enfim. Passado parte do sufoco, as pessoas foram e eu fiquei. Dentro daquele apartamento pude me achar completamente sozinha. Tendo que comer o que me traziam e tomar banho sozinha com um pé engessado. Até aí tudo bem. Meu poder de superação foi a nível mil durante esse período. Mas todos esses fatos nao foram relevantes o suficiente como o que eu vou relatar agora.

Tinha um namorado. Mas nesse exato momento, já não estávamos mais juntos. Vivíamos um resto de relacionamento conturbado, com contato mínimo e mais desejo da minha parte do que da dele. Por esses e outros motivos de carência emocional, resolvi escrever-lhe um email, pedindo que fosse me visitar no apartamento, e expus a minha condição.

Na primeira investida, no primeiro email, ele ficou super surpreso, pelo tempo que eu não mantinha contato e pelo meu estado de saúde. Disse que iria, foi solícito e gentil. Mas isso foi somente no primeiro momento. Depois disso, enviei outro email, perguntando alguma trivialidade. E nesse momento foi que senti mais uma vez a frieza do seu lado negro de escorpião.

E me mandou um email com a seguinte frase: “Só na solidão é quem realmente somos”. Simplesmente isso, simplesmente assim e nada mais.

Em seguida abri as torneiras dos meus olhos e desabei a chorar por horas seguidas. Ora eu, sozinha naquela cidade imensa, adoecida, carente, sozinha naquele apartamento, precisando de tudo, principalmente de carinho e atenção.

Mas o inusitado veio depois: após o choro compulsivo, me veio intensamente uma sensação que posso dizer que não havia sentido antes. A liberdade plena, a verdadeira apreciação do que se chama solitude. A solidão boa.

Depois desse dia nunca mais fui a mesma pessoa. Entrei numa vacuidade absurda, onde minha mente transcendeu anos luz. E o guri, mesmo sem saber, e sem intenção, me promoveu uma das lições de vida.

Pois bem, ontem a noite, ao vê-lo on line na internet, resolvi relatar esse fato  e agradeci imensamente por ele ter-me escrito aquelas coisas. Ele me retribuiu de uma forma esperada, quer dizer, desejada; disse que eu não tinha que agradecer por nada, e que na verdade ele era que tinha que me pedir desculpas por tantas infantilidades e atos imaturos com os quais me fez sofrer. E no fundo, era realmente isso que eu queria.

Resumindo, todos os seres que aparecem na nossa vivência, são sim de extrema importância, não só aqueles que nos proporcionam momentos de felicidade, mas também aqueles hostis, que nos fazem sofrer de algum modo. Até estes podem nos ensinar alguma coisa e nos mudar de alguma forma.

Obrigado H.G.! Serei eternamente grata!

libraO signo da Balança é um signo do equinócio. Que quer isso dizer? o equinócio – recordemos sua definição – representa um dos dois períodos do ano nos quais o Sol, passando pelo Equador, faz com que os dias tenham uma duração igual à das n0ites, de um círculo polar. No equinócio do outono, no sétimo signo do Zodíaco, os dias e as noites se equilibram; daí o símbolo da Balança, instrumento constituído de uma haste móvel e dois pratos.

O signo da Balança está associado À busca do equilíbrio. Do ponto de vista fisiológico, o órgão que assegura esse equilíbrio no corpo humano constitui-se dos rins. Os dois pratos da Balança simbolizam os dois rins; a haste da Balança, em seu centro, corresponde à coluna vertebra,], poderoso e arquitetônico equilíbrio do microcosmo humano. A coluna vertebral é igualmente indispensável ao nosso equilíbrio físico. Ela nos permite vencer a força da gravidade. Após os instestinos, órgão veinculado ao signo de Virgem, o de uma purificação, os rins são um filtro que assegura o equilíbrio fisiológico.

Em sequência à virgindade (signo de Virgem), o signo da Balança exprime a união do casal. A noiva chegando virgem ao casamento, oferece sua virgindade ao esposo. Após o signo da Balança, crescendo a duração das trevas, que supera a dos dias, será um símbolo da sexualidade, poder noturno das trevas, das perda do rumo, ou, ao contrário, de iniciação e vigília, de liberação, encerrado como fonte de uma transformação infinita, no signo de Escorpião.


O Sol em queda no signo de Balança.

O Sol, símbolo do eu, encontra-se em queda, ou seja, em debilidade, no signo de Balança. Lembremos que está em exaltação o signo de Áries, primeir0 signo individual. Opondo-se à sua exalatação,sua queda que ocorre no signo da Balança, provém do fato de que esse mesmo signo é o primeiro que concerne não mais ao indivíduo, e sim à sociedade. A partir do signo da Balança e até Peixes, os signos não serão mais indiviuais, mas coletivos, exprimindo todas as tensões e, igualmente, todas as forças coletivas. Nesse primeiro signo social, o sétimo do Zodíaco, a força não referve mais, não deriva de um cadinho energético, de um impulso como o de Áries; mas provém de uma renúncia ao eu pelo seu apagamento diante de um universo social resumido na lei, na justiça. Após a purificação d’o signo de Virgem,  o da Balança é o signo do julgamento. Foi concedido ao homem tempo para purificar-se, purgar-se de todas as suas impurezas. Esse é o coroamento do ciclo individual que termina por último esforço de purificação. Depois disso inicia-se o julgamento, primeiro ato social para cuja participação o indivíduo deve abandonar o eu. O indivíduo, sub judice, entrega aos juízes sua causa. Num prato da balança está o advogado que o defende, no outro, o promotor que o acusa. Ao meio fica a haste da balança: o juiz que aprecisa, pesa, absolve ou condena. Igualmente, no plano místico a alma sempre conspurcada ou purificada se apresenta diante do seu juiz, que será subterrâneo, encarnado no signo do Zodíaco que vem a seguir, o da justiça infalível e terrível: Plutão, que rege o signo de Escorpião.

Ao passo que o signo de Escorpião é a balança invisível, a da alma e de seus valores situados além da matéria, o signoda Balança encarna o julgamento visível, a lei temporal.

O Sol, em queda no primeiro signo do ciclo social, culmina, em consequência, na renúncia ao eu e na função de uma primeira pedra angular necessária a toda e qualquer sociedade: a justiça. Em definitivo, como toda justiça procedo do Céu e pressupõe uma hierarquia, essa justiça valerá o que valer a sociedade em seu todo.

O signo da Balança exprime uma aliança. Após a purificação, o homem e a mulher se unem: a igualdade dos dias e das noites é o símbolo dessa união, a noite lunar representando a mulher, e o Sol diurno, o homem. Essa perfeita igualdade exprime outro equilíbrio, o dos sexos, ainda representado pela balança que pesa pesos iguais e cujo dois pratos se equilibram em torno de seu fiel. Trata-se igualmente do equilíbrio da justiça, que há de julgar as pessoas em função da sociedade, atribuindo perfeita igualdade entre as que tiverem cometido um erro, um “desequilíbrio”, e o que exige um castigo.

O signo da Balança não rege só a aliança entre os homens e a mulher (o casamento) mas também todas as alianças possíveis, principalmente a que existe entre o homem e seu Criador, entre o espírito revestido de carne e o Espírito, semente e fonte desa criação.

[…]

Em consequência da queda do Sol – este sempre significa um reinado – o signo da Balança encerra, no plano coletivo, uma nova ordem de coisas conforme a vontade de Deus, não podendo essa nova ordem de coisas nada mais ser do que o fim e, por isso mesmo, a renovação daquilo que a precedeu. É o encerramento de um ciclo.

Enquanto o primeiro signo social e símbolo da justiça, o signo da Balança torna-se, nesse momento, o novo ascendente, o novo ponto de partida. Como efetivamente se originaria, no plano coletivo, uma nova ordem de valores, senão através da justiça? Se um ciclo chega a seu termo, isso significa que nada, e pessoa alguma encontra-se em seu justo lugar. O novo ciclo que vem substituir essa desordem insere, então cada um, de maneira harmoniosa, num momento dado, num lugar determinado, no qual os esforços no sentido de ascender serão os mais fecundos. Na medida em que cada um for purificado, seguirá por si mesmo em direção a essa justiça, que provém do Céu, seu lugar natural e sua majestade.

[…]