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Monthly Archives: julho 2009

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DIVINIZAÇÃO DA DOR.

Acalme suas emoções; silencie seus pensamentos; rechace maus presságios; evite autocompaixão; enebrie seu coração com a convicção absoluta na bondade e na onipotência de Deus; e ore assim:

“Eis me aqui, Senhor, confiando em Ti, à Tua disposição. Tenho como oferenda, minha dor, minha resignação, minha entrega irrestrita, minha fé absoluta em Teu poder e em Tua benignidade. Abençoa-me. Seja feita a Tua vontade.”

FÉ.

Por mais feios e estreitos que sejam os horizontes, não se deixe afetar por medo, desânimo e afobação. São três adversários. Três agravantes. Para seu sentimento de culpa, que só lhe tem feito mal, quero que saiba que, por mais negativos que tenham sido os antecedentes e possivelmente as causas de sua atual condição, tais fatores não dispõem de poder absoluto. Há apenas um poder invencível, total, absoluto: o poder de Cristo que habita seu coração. Por mais penosa que seja sua atual situação, saiba também que Ele tem para ela a solução precisa, perfeita. Outra coisa: Ele ama você e quer ajudá-lo, não importa os desvarios e delitos que tenha praticado. Deus já está tomando conta do caso e o ajudando. Sabia?

IRREALIDADE DO SOFRIMENTO.

“Se é verdade tudo isto, por que me encontro assim?” você se pergunta. Deus é força e está com você. Do ponto de vista do ser, sua fraqueza, em essência é irreal. A única realidade é Deus. Seu atual sofrimento e fraqueza são impermanentes, não tem consciência, tal como um pesadelo, o qual se apaga quando você desperta. Nossos padecimentos são fabricados com as fantasias de nossa mente, que nelas acredita, o sofrimento existe. Desde que nossa mente atribui realidade à doença e à fraqueza, ao mal, aos desvios, às tristezas, tais coisas existem e nos incomodam. Mas, desde que despertemos para a Realidade Divina (em nós), a suposta realidade da dor desaparecerá. Os pesadelos nos assustam e maltratam enquanto, dormindo, aceitamos que são reais. Ao acordarmos – pronto! – cessam.

DESPERTAR.

Esse despertar para Deus (nossa Essência, o Ser) se consegue com oração, estudo doEvangelho (Bhagavad Gita, Dhamapada…), prática de caridade verdadeira, cultivo da paciência, sessões de Yoga, e, finalmente, a afirmação (em fé absoluta) de nossa união (estado advita) com a Realidade (Deus, o Ser). Aprenda a afirmar com a maior freqüência, sem qualquer dúvida: “Deus e eu somos um” (Ham Sa). Afirme milhões e milhões de vezes e vai sentir uma nova força imensa crescendo dentro de você. Será como o Sol a desfazer a cerração limitadora.

Tal mudança em seu modo de se ver, ver o mundo e Deus, possibilitará o libertador despertar que a dor veio para provocar.

ARREPENDIMENTO.

Tudo isto só é possível se começar pelo arrependimento. Não falo em remorso, em rememoração dos erros, em re-curtir os desvios praticados. Não é nada disso. Arrepender-se é fazer meia volta, insto é, mudar de rumo em seu modo de relacionar-se consigo mesmo, com os outros e com Deus; é re-nascer ou melhor, dar nascimento ao homem novo, de que fala São Paulo: “… sede transformados pela renovação de vossa mente…” (Romanos 12:2). Enquanto engodados pelo sucesso, pelo lucro, pela pseudo-saúde, pelos divertimentos, pela falsa segurança… não temos por que renovar-nos em nosso modo de ver, de pensar e conseqüentemente de agir. Então sobrevém a conseqüência fatal dos erros, isto é, a dor, e é ela que, abençoada seja! – nos sacode, nos traumatiza e assim nos desperta. É a partir do esboroamento de nossa crença em valores humanos e mundanos, sob o impacto da dor, que temos condição de nos transformar, a começar pela renovação de nossa mente. Isto é o que esta acontecendo com você. Portanto, o que melhor lhe desejo não poderia ser uma ação analgésica, mas uma profunda e definitiva renovação.

Hermógenes. Do livro Superação.

libra

Sendo Zeus um grande conquistador, apaixonou-se por Métis, deusa da sabedoria e da prudência, e esta engravidou. Porém, Urano e Gaia avisaram-no que Métis teria primeiro uma filha e depois um filho, que viria para destroná-lo — como ele havia feito com seu pai. Ele ficou muito apreensivo e, para impedir esta profecia, esperou que Métis adormecesse e engoliu-a grávida. Tempos depois, teve uma dor de cabeça tão terrível que saiu a urrar pela Terra. Então, Hermes trouxe Hefestos para salvar o pai. À beira do lago Tritônio, o artesão abriu a cabeça de Zeus com um golpe de machado e de lá saiu Atena, já vestida de armadura, elmo, armas e escudo, e dando um grito de guerra tão alto que abalou o céu e a Terra.

Atena herdou do pai o poder e, como havia saído de suas meninges, esse poder era mental. Da mãe, assimilou a prudência e a sabedoria. A deusa era como a luz que atravessava as nuvens, iluminando a escuridão. Na Ilíada, era referida como a deusa dos olhos brilhantes, numa associação com os olhos da coruja, ave que lhe era consagrada.

Atena era conhecida por sua habilidade como estrategista e por suas soluções práticas. Como antiga deusa da fecundidade, apresentava uma qualidade de criação psíquica. Sendo a deusa da sabedoria, possuía uma inteligência socializada e uma capacidade de síntese a partir da reflexão.

Atena ganhou o direito de virgindade eterna para poder cumprir sua função de guerreira, embora só fosse à guerra quando forçada. Porém a sua atividade guerreira, marcada pela bravura, era temperada ela prudência, pela lealdade e pela defesa dos ideais. Repugnava-lhe a crueldade, a barbárie, a sede de sangue e a carnificina. Defensora da justiça e da harmonia, era sensível demais para provocar brigas.

Atena era também uma grande diplomata, sendo sempre solicitada para resolver questões entre os deuses e os homens, como mediadora.

Atena era a deusa da razão, do equilíbrio, do espírito criativo. Regente das Artes, da Literatura e de todas as atividades do espírito. Seu caráter racional tinha mais afinidade com a Filosofia do que com a Poesia e a Música.

A deusa preferia a companhia masculina. Era chamada pelos gregos de “companheira dos heróis”. Sendo uma deusa virgem, era-lhe fácil evitar o envolvimento emocional e sexual com os homens, preferindo lutar ao lado deles.

by @stro.

2911015

“Vivei juntos,mas não vos aconchegueis demasiadamente. Pois as colunas do templo erguem-se separadamente. E o carvalho e o cipestre não crescem à sombra um do outro.” Gibhram Kalil Gibham

Longe de ser só um processo histórico e social, a supressão do feminino criou uma espécie de sombra no inconsciente coletivo feminino, ou seja; a Deusa ferida no âmago da estrutura feminina manifesta-se através do fenômeno do feminino sombrio. No contexto individual, a perpetuação desta parte desconhecida, machucada, ou reprimida, dá-se através da transgeracionalidade, ou seja, de padrões psicológicos negativos e até destrutivos, que irão atrais situações e pessoas energeticamente compatíveis, criando e recriando problemas não assumidos, que são transferidos inconscientemente nas famílias de uma geração de mulheres para a geração seguinte.

A escritora Clarice Lispector certa vez disse que “a mulher não tá sabendo, mas está cumprindo uma coragem. A coragem da mulher é a de não se conhecer, no entanto, prosseguir, e agir sem se conhecer exige coragem”.  A mulher paga um altíssimo “preço emocional” por causa desse prosseguir, sem buscar a raiz de seus medos, sem curar seus traumas e seus bloqueios e muitas vezes a mulher limita setores importantes da vida em função das limitações do seu próprio “eu”, como por exemplo os setores da vida profissional e amoroso.

A mulher comum, ao longo do século passado, iniciou um importante processo de auto-percepção aonde viu-se reprimida no âmago de sua própria feminilidade, inferiorizada no seu papel social e desconhecida na sua própria sexualidade. E iniciou um processo de liberação. A principal atitude das mulheres foi a chamada revolução sexual; as mulheres queimaram sutiãs, tomaram anticoncepcional, foram trabalhar… e escravizaram a si mesmas, pelo motivo de que em nenhum momento deixaram de ser mulheres, ou sejam tentaram uma liberdade de se fazerem tudo o que os homens faziam (sexo livre, trabalhar fora, independência); porém, o interior das mulheres continua carregando a sombra da Deusa: as mulheres desenvolveram atributos importantes, mas não curaram as feridas da alma feminina.

Como disse Clarice, as mulheres seguem sem se conhecer; pois todo aquele movimento feminista não deu às mulheres a autonomia mais necessária de todas que é a libertação das pendências e dependências emocionais que fazem com que até a mais bem sucedida das mulheres sofra por determinados “amores”. São várias chegas da Deusa ferida e cabe a cada mulher a tarefa de reconhecê-las e curá-las. As deusas são atributos femininos riquíssimos de significado; porém, muitas vezes, para que esses atributos fluam positivamente, em nós, torna-se necessária uma viagem interior, visitando as faces das deusas, reconhecendo quais foram feridas, mas estão de certa forma “reverberando” alguma ferida familiar e ainda estão vivendo um padrão negativo – a sombra, à espera de resgate e salvamento.

E o que acontece com muitas mulheres desavisadas por aí afora? Uma espécie de cura ao contrário, a mulher atrai um parceiroperfeito para toda a sua “inhaca interna”, ele ativa e alimenta suas sombras, seus medos e suas deusas doentes.

E amulher começa a ser magoada e a sofrer e não consegue entender porque sempre faz isso, não reconhece quemestá alimentando um câncer emocional, muitas vezes perdendo noção de limite e tentando fazer aquilo dar certo, num verdadeiro massacre interior.

Saber de suas sombras é o primeiro passo para sair do círculo vicioso, reconhecer uma Athena ferida, que tem medo de lidar com seus sentimentos e sua sexualidade, e só vive o racional da vida, muitas vezes escondendo-se atrás de um papel profissional. Reconhecer a chega de uma Hera, que vive o pretenso casamento perfeito, mas delega o poder pessoal ao marido e vive a vida dele como se fosse a sua. Até ser traída e depois ainda recusar-se a perder o papel de esposa, convivendo com as traições de Zeus. Reconhecer uma Demetér ferida, aquela que só vive para os filhos e que faz até do marido, um filho, depois ressente-se quando estes crescem e vão embora; aquela que nutre toda a família, mas não busca sua auto realização, sendo ela própria a maior carente da relação.

E a chaga de Afrodite então, nem se fala! A mulher que por necessidade de “amor” e atenção aceita ser objeto sexual e sensual, vive por muitas vezes o papel de amante, mas gostaria de ter um homem que a honrasse, e quando o tem, ainda acha que tem de garantir sua feminilidade sendo a mais bonita e a mais sensual a todo momento e a qualquer preço.

Realmente prosseguir sem se conhecer exige coragem, mas decidir conhecer-se e mudar-se exige mais coragem ainda. Coragem para se reformular, recomeçar, transformar, reeditar, de dentro pra fora, o que é muito diferente de sair “recapando”. A mulher que buscar o reconhecimento de suas forças interiores e a integração dos atributos das deusas provavelmente vai parar de culpar a vida ou seus amores fracassados por sua infelicidade. Ela vai resgatar pedacionhos de mulher, vai aproveitar e recilcar o que deve ser valorizado e vai se dar conta do que deve amadurecer e do que deve deixar morrer. Como a Grande Mãe faz a sábia Natureza. E assim pode surgir um não modo de ser, de onde surgirá o verdadeiro jeito de amar, descentralizadamente – o que não significa superficial.

Buscar a capacitação para poder relacionar-se bem com o ser amado sem torná-lo eixo condutor da sua própria vida, coisa que muita mulher acaba fazendo sem querer, pois vive a sombra das deusas feridas e projeta a suposta solução desse vazio interior no companheiro. Esse jeito de amar descentralizado consiste em manter o “gráfico da vida” equilibrado, dividido em fatias mais ou menos parelhadas, sem separar fatias grandes demais para algo ou alguém, evitando assim, a desilusão.

Quando constatamos que real,ente tudo que faz parte da vida é transitório e que não podemos segurar nada nem ninguém pra sempre conosco, conseguimos perceber que a única permanência da vida somos nós mesmos. E então, percebemos que este “eu” nos acompanhará eternamente. Vive melhor quando se aprende a crescer, a se auto-conhecer, a curar suas feridas, a perdoar, a se perdoar e libertar-se de medos e limitações antigas. Se a mulher está destinada a conviver consigo mesma, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença; o ideal é que ela esteja inteira e não por uma metade que na verdade não lhe pertence. Elas podem apenas se aproximar muito do outro e interagir, ser companheiras e amarem-se, mas a individualidade do outro é um fato intransponível que deve ser aceito, como aceitamosque precisamos de ar para respirar. Amar é lindo. Mas quem sabe amar de um jeito lindo? Só quem está muito consciente, muito íntegro, muito amoroso; e desta forma, ama.

A cura do feminino na vivência do amor, envolve uma tomada de consciência de que talvez aquilo que pensamos ser amor seja outra coisa qualquer que nos acomoda e nos conforta de nossas limitações. Envolve também a constatação de que para mudar a nossa vida e o que não dá certo nela,  só mudando a nós mesmos, sanando feridas, colocando um ponto final nos sofrimentos antigos e orgulhos feridos que não servem pra mais nada. Os relacionamentos amorosos entre homens e mulheres darão um salto quântico quando estes amadurecerem de verdade, porque envelhecer não é sinônimo de amor e estar junto não é sinônimo de amar.

Ir em busca da sabedoria da Deusa é a caminhada ancestral da mulher rumo ao amor por si mesmas. Há muito ainda pra ser plantado no solo fértil da Deusa e somente com a própria taça transbordante, a mulher poderá brindar o amor junto com o homem.

by Overmundo.

O que significam os eclipses.

Nunca devemos estar “por um fio”, assoberbados, ou sem espaço de manobra nas proximidades de um eclipse. O que estiver sob muita pressão irá transbordar ou se romper. Todo eclipse decide algo.

O melhor modo de se preparar para esse fenômeno é eliminar aquilo que não queremos que se mantenha, criando espaço para acontecimentos surpreendentes em todos os setores da nossa vida.

Eclipse Lunar:

No drama passado x futuro, é o futuro que se projeta. Neste caso, serão sacrificados pessoas, circunstâncias, conceitos e experiências que tenham fortes alianças com o passado. O que não parecia possível, se revela com uam força surpreendente. A sensação de “puxada de tapete” também é comum.

Eclipse Solar:

No drama passado x futuro, a vez agora é do passado. É uma época de revival. É comum ressurgirem antigos relacionamentos, emoções e idéias.

Devemos tomar muito cuidado para não recairmos em comportamentos e vícios que nos custaram tanto a abandonar.

jardim zen

Um jovem passou a vida estudando o que era a iluminação. Um dia, ao ver um ancião que descia uma trilha com um pesado fardo às costas, sentiu que finalmente encontrara um sábio capaz de responder às suas mais íntimas perguntas. Desculpando-se, aproximou-se do velho e pediu que ele lhe explicasse o significado da iluminação.

O velhinho sorriu e parou. Tirou o alforje das costas, depositou-o no chão, endireitou o corpo e olhou para o jovem com um olhar cheio de amor. Os olhos do jovem se encheram de lágrimas de alegria: “Compreendo!”, disse ele. “Mas por favor, preciso saber o que vem depois da iluminação”.

O ancião respirou fundo, repôs o alforje nas costas, sorriu e continuou caminhando.

História Zen

estação

Às vezes tenho medo do desapego. É tanto despreendimento que assusta. Me faz pensar e repensar atitudes.

Percebo que vivo de acordo com aquilo que penso. Com minhas ideologias. E por isso mesmo entendo a condição de vida de outras pessoas; ninguém é tão igual a mim assim. Felicidade independe de afinidade. Mas elas também ajudam; é bom quando elas existem.

Tenho pavor de magoar alguém. Minhas intenções são sempre as melhores. Mas como de boas intenções o inferno está cheio, em algum momento, alguma de nossas escolhas irá ferir alguém. Assim como nos magoarão um dia.

É a roda da vida e não podemos fugir dela. A santa impermanência é que nos guia, que nos dá a condição humana e o livre arbítrio que temos.

Depois de aprendido isso, experimentei uma imensa liberdade que jamais havia encontrado antes. É surpreendente e notório que consigamos mudar de verdade a nossa realidade.

Vivi de planos; agora está mais do que na hora de vivê-los plenamente. Já não sinto falta daquele sentimento apegado ou de segurança que o passado me trazia. Não mais sinto isso em relação ao sentimento de possibilidade que ele possui. Aprendi a viver o momento presente e tudo que nele está contido. Mais nada além disso.

Se morrerei amanhã, é com aceitação que viverei este momento. Não tenho mais medo de nada.