Skip navigation

Monthly Archives: setembro 2009

“Me recuso a ver o Existencialismo como apenas mais um modismo ou uma curiosidade histórica porque ele tem algo importante para oferecer no novo século. Acho que estamos perdendo as virtudes de vivermos apaixonadamente, de assumirmos a responsabilidade por quem somos, de tentar realizar algo e nos sentirmos bem em relação à vida. O existencialismo é, às vezes, visto como uam filosofia do desespero, mas penso que ele é justamente o contrário. Sartre disse, certa vez, que nunca teve um dia de desespero em sua vida. O que esses pensadores nos ensinam não é tanto uma sensação de angústia, mas sim exuberância de sensações. Como se sua vida fosse a sua obra a ser criada. Eu li os pós-modernos com interesse, com admiração até. Mas sempre tenho uma péssima e incômoda sensação de que algo essencial está sendo deixado de fora. Quanto mais se fala sobre o ser humano quando nos comunicamos com os outros, e sentimos ter feito uma ligação, e termos sido compreendidos, acho que temos uma sensação quase como uma comunhão espiritual. Essa sensação pode ser transitória. Mas é para isso que vivemos.”

Anúncios